Nem sempre dá sinais - O diagnóstico do HPV nem sempre é simples. Em muitos casos, o vírus é assintomático. Quando há sintomas, podem surgir coceira, ardência, desconforto durante a relação sexual, rouquidão persistente ou dor de garganta. Lesões com aspecto semelhante a pequenas verrugas, às vezes lembrando uma “couve-flor”, também são sinais de alerta.
Exames ginecológicos ou urológicos são fundamentais. Em alguns casos, é indicado o teste de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), que identifica o tipo específico do vírus.
Vacina existe — e salva vidas - A principal forma de prevenção continua sendo o uso de preservativo e a vacinação oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de seis meses. Para pessoas com HIV e transplantadas, o esquema é de três doses (0, 2 e 6 meses). O público-alvo inclui meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos, pessoas vivendo com HIV e transplantados entre 9 e 26 anos.
“O principal objetivo da vacinação é gerar imunidade sem que o organismo precise enfrentar a doença. No caso do HPV, isso significa reduzir drasticamente o risco de câncer relacionado ao vírus”, alerta o oncologista e membro da ONA - Organização Nacional de Acreditação, Dr. Aumilto Augusto da Silva Junior.
Desinformação ainda é barreira - Apesar da vacina estar disponível gratuitamente, a falta de informação ainda pesa. Estudo da Fundação Nacional do Câncer mostra que 37% dos adolescentes não sabiam que a vacina previne o câncer do colo do útero. Entre 36% e 57% acreditavam que ela poderia fazer mal à saúde. E 82% achavam, equivocadamente, que protege contra outras ISTs.
Também chama atenção o fato de 17% não associarem a vacina à prevenção do câncer e 22% acreditarem que poderia estimular o início precoce da vida sexual — um mito já amplamente desmentido por especialistas.
Diagnóstico rápido faz diferença - Para a ONA, falar de HPV também é falar de qualidade na assistência. “Quando o SUS e os hospitais privados passam por processos de acreditação, organizam fluxos, qualificam equipes e padronizam protocolos para que o diagnóstico do HPV e do câncer de colo do útero e de pênis aconteça mais cedo e o tratamento não atrase — porque, nessa área, tempo é vida”, alerta Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da ONA.
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