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Contato com hormônios dos pais pode causar alterações no bebê

O endocrinologista pediátrico Dr. Miguel Liberato alerta sobre os riscos e reforça a importância dos cuidados no contato pele a pele. Imagem: Divulgação
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O endocrinologista pediátrico Dr. Miguel Liberato alerta sobre os riscos e reforça a importância dos cuidados no contato pele a pele. Imagem: Divulgação
Publicado em
18/07/2025

Recentemente, repercutiu na mídia o caso de uma menina de dez meses que apresentou alterações na genitália após o contato direto com a pele do pai, que fazia ajustes hormonais com testosterona em gel. O que aconteceu na Suécia acendeu um alerta para os riscos da exposição de bebês a hormônios absorvíveis pela pele.

 

O endocrinologista pediátrico Dr. Miguel Liberato explica que cremes e géis com testosterona, mesmo quando prescritos por médicos, podem representar riscos reais às crianças se aplicados sem os devidos cuidados. “Como esse tipo de medicamento é feito para ser absorvido pela pele, é fundamental que quem faz o uso passe em regiões que não ficam expostas, que a roupa cobre”, afirma o médico, que recomenda áreas como a parte interna da coxa e horários estratégicos, como à noite, antes de dormir, para evitar o contato com crianças nas horas seguintes. “Outro ponto fundamental é lavar corretamente as mãos logo após a aplicação”, acrescenta.

Segundo o Dr. Miguel, a exposição acidental de crianças à testosterona tópica pode causar sinais como irritabilidade, aparecimento precoce de pelos pubianos e odor axilar, crescimento acelerado e aumento anormal do pênis ou do clitóris. "Quem aplica o hormônio no braço, com um abraço, acaba colocando a criança também em contato com o hormônio. Por mais breve que seja, esse contato pode levar à absorção pela pele da criança, resultando em excesso de hormônios masculinos", explica.

 

O especialista também ressalta que, nos casos em que o hormônio é aplicado por injeção, esse risco não existe, porém, o número de ocorrências envolvendo hormônios tem aumentado. "Muitas vezes os pais nem mencionam o uso do produto, o que dificulta o diagnóstico. Uma criança acaba passando por exames complementares até que se descubra a causa hormonal", alerta o Dr. Miguel.

Em todos os casos, é importante lembrar que a reposição hormonal deve sempre ser feita com orientação médica e, no caso de pais que convivem com bebês e crianças pequenas, é essencial seguir rigorosamente os cuidados na forma de aplicação. “A exposição precoce a esses hormônios pode causar não apenas mudanças físicas, mas também impactos emocionais e psicológicos”, finaliza.

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