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Dia das Mães: Formação de leitores começa em casa, mas não deve ser tarefa apenas da maternidade

Especialista defende que incentivo à leitura deve ser uma missão coletiva, unindo suportes educativos e participação ativa de toda a família . Imagem: Freepik
Foto de capa Dia das Mães: Formação de leitores começa em casa, mas não deve ser tarefa apenas da maternidade
Especialista defende que incentivo à leitura deve ser uma missão coletiva, unindo suportes educativos e participação ativa de toda a família . Imagem: Freepik
Publicado em
08/05/2026

Celebrado no segundo domingo de maio (10/05), o Dia das Mães é tradicionalmente marcado por homenagens e demonstrações de afeto. A data, no entanto, também abre espaço para uma reflexão necessária sobre a jornada, muitas vezes exaustiva, da maternidade. Ainda hoje, a figura materna concentra grande parte das responsabilidades ligadas ao cuidado e à formação das crianças, um desequilíbrio que se estende, inclusive, ao incentivo à leitura desde a infância.

 

Apesar dos avanços nas discussões sobre parentalidade, o estímulo ao hábito leitor segue, em grande medida, associado às mães. Esse cenário reforça a sobrecarga já presente em outras dimensões do cuidado e evidencia a necessidade de ampliar o entendimento de que a formação leitora não é uma tarefa individual, mas compartilhada.

 

“Cultivar o hábito da leitura na infância e incorporá-lo à rotina das crianças é uma responsabilidade coletiva, que deve ser dividida entre família, escola e sociedade”, afirma Juliana Tomasello, do time editorial da Leiturinha, clube de leitura e editora especializada no público infantil.

 

Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024) ajudam a ilustrar esse cenário: a mãe ou responsável do sexo feminino é apontada por 9% dos leitores como a principal influência em seu gosto pela leitura. Já o pai ou responsável do sexo masculino aparece com menos da metade desse índice, com apenas 4%. 

 

Para Juliana, os números revelam mais do que uma tendência, indicam um padrão cultural que precisa ser revisto. “A proposta é enxergar a leitura como um momento leve, de troca e conexão, livre de cobranças excessivas e sustentado pela participação de toda a rede que cerca a criança.”

 

Assim, incluir os pais e outros cuidadores na rotina de leitura é um passo importante não apenas para reduzir a sobrecarga materna, mas também para enriquecer a experiência das crianças. Diferentes vozes, repertórios e formas de interação contribuem para tornar o contato com os livros mais diverso e significativo.

 

Além disso, quando a leitura é compartilhada entre diferentes membros da família, ela deixa de ser percebida como uma obrigação e passa a ocupar um lugar mais natural no cotidiano. Pequenos gestos, como revezar a leitura antes de dormir ou comentar histórias ao longo do dia, ajudam a construir uma relação mais espontânea com os livros.

 

Ampliar essa responsabilidade é, portanto, também uma forma de fortalecer vínculos. Ao dividir o tempo, a escuta e a mediação das histórias, a família não apenas incentiva a formação de leitores, mas cria espaços de convivência que atravessam a infância e permanecem ao longo da vida.

 

Sobre Leiturinha: Editora e maior clube de assinatura de livros infantis do Brasil, conta, em 2026, com mais de 280 mil assinantes em todo país. Reafirma o compromisso de produtos e conteúdos seguros, criativos e cuidadosamente pensados por uma curadoria de especialistas em desenvolvimento infantil. Essa união proporciona experiências divertidas de aprendizado que geram um impacto positivo no desenvolvimento das crianças. Leiturinha faz parte da Sandbox Group, rede de empresas de aprendizagem com foco em criar conteúdos educacionais e divertidos para cada etapa do desenvolvimento. Para mais informações acesse o site.

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