Qual a diferença entre curetagem e AMIU? Entenda os procedimentos usados no esvaziamento uterino
Em momentos delicados como perdas gestacionais, abortamentos espontâneos e retenção de restos ovulares, muitas mulheres se deparam com termos médicos pouco conhecidos e decisões que costumam gerar dúvidas e insegurança. Entre eles estão a curetagem e a AMIU (Aspiração Manual Intrauterina), procedimentos utilizados para o esvaziamento uterino e frequentemente confundidos pelas pacientes.
Embora ambos tenham a mesma finalidade, as técnicas utilizadas e as indicações clínicas são diferentes. Segundo a Dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra parceira da DKT South America, compreender essas distinções ajuda a tornar a experiência mais clara e acolhedora para a paciente em um momento muitas vezes emocionalmente sensível.
“A curetagem é um procedimento cirúrgico em que há raspagem da cavidade uterina com instrumentos específicos. Já a AMIU realiza a retirada do conteúdo uterino por meio de aspiração, utilizando uma cânula conectada a um aspirador manual. Ambos são seguros quando bem indicados, mas possuem aplicações e recuperações distintas”, explica.
Historicamente, a curetagem se tornou o procedimento mais conhecido entre brasileiras, especialmente por sua ampla disponibilidade em hospitais e maternidades. No entanto, nos últimos anos, a AMIU vem ganhando mais espaço em protocolos médicos e discussões sobre saúde reprodutiva.
A Organização Mundial da Saúde recomenda a aspiração uterina como método preferencial para manejo de perdas gestacionais em gestações iniciais, destacando benefícios clínicos como menor risco de perfuração uterina, redução de sangramento excessivo e menor chance de formação de aderências intrauterinas.
Apesar da recomendação internacional, o acesso ao procedimento ainda enfrenta desafios no Brasil. Dados do Ministério da Saúde indicam que complicações relacionadas ao abortamento seguem representando parcela importante das internações ginecológicas no Sistema Único de Saúde, cenário que reforça a necessidade de atualização de protocolos, treinamento profissional e ampliação do acesso a tecnologias recomendadas internacionalmente.
Segundo Dra. Larissa, a escolha entre os métodos depende de avaliação individualizada. “Não existe um procedimento universalmente melhor para todos os casos. A decisão considera fatores como idade gestacional, condição clínica da paciente, disponibilidade do método e avaliação médica. O mais importante é garantir segurança, acolhimento e informação adequada”, afirma.
Além das diferenças técnicas, especialistas ressaltam a importância do acompanhamento após qualquer procedimento uterino. Sintomas como febre, dor intensa, sangramento persistente ou corrimento com odor alterado devem ser avaliados rapidamente.
Para a médica, ampliar a informação sobre saúde reprodutiva também significa reduzir medos e inseguranças. “Muitas pacientes chegam assustadas e sem entender exatamente o que será feito. Explicar as opções disponíveis e o motivo de cada conduta é parte fundamental do cuidado”, conclui.
Com maior acesso à informação e atualização das práticas assistenciais, pacientes podem participar de forma mais ativa das decisões sobre o próprio corpo e atravessar situações delicadas com mais segurança e acolhimento.
Sobre a DKT South America
A DKT South America atua de forma efetiva para conscientizar a população sobre a importância do uso de métodos contraceptivos, na Prevenção de ISTs e HIV/AIDS e Gravidezes Indesejadas. Atuando no Brasil e demais países da América do Sul, a empresa é líder em Planejamento Familiar e acredita que todas as crianças devem ser desejadas, para isso casais devem ter acesso e liberdade de escolha entre os métodos contraceptivos. Ao longo do mundo, a DKT está presente em mais de 100 países levando o planejamento familiar para regiões vulneráveis e distantes. Para saber mais, acesse o site e conheça também as demais plataformas de DKT: DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.
Fonte: Assessoria de Imprensa